A UNITEL admitiu a possibilidade de o ataque cibernético sofrido na madrugada de terça-feira (28.07), ter sido uma acção deliberada, para perturbar o processo de admissão das acções da operadora à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
Num comunicado divulgado nesta sexta-feira (31.07), a empresa destacou a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das suas acções, referindo que esta hipótese está entre as linhas de investigação em curso.
“A Unitel não pode deixar de notar a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das acções, pelo que não exclui, entre as hipóteses em avaliação, tratar-se de um ataque deliberado e dirigido, com o possível intuito de perturbar o processo de admissão das acções à negociação”, refere o comunicado.
O ataque afectou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet, em todo o território nacional, atingindo clientes particulares e empresariais. A operadora esclareceu, contudo, que os serviços fixos de telecomunicações suportados por fibra óptica e feixes hertzianos permaneceram operacionais.
JORNAL DE ANGOLA
