Angola apoia candidatura do antigo Campo de Tarrafal
Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Portugal estão engajados para que o antigo Campo de Concentração do Tarrafal, seja elevado pela UNESCO a Património Mundial, em 2026
Segundo revelou o ministro da Cultura, Filipe Zau, numa visita de trabalho de três dias que efectou à Cabo-Verde, na semana passada, esta conjugação de forças em torno da prisão mais conhecida do regime colonialista justifica-se, porque os países envolvidos partilham uma história comum de resistência e luta pela liberdade.
“O processo de candidatura do Ex-Campo de Concentração de Tarrafal de Santiago e Museu da Resistência à Património Mundial, está a seguir o seu curso normal, com registos positivos para a sua aceitação pela UNESCO. A primeira submissão foi aceite em Outubro do ano passado, e a decisão definitiva está prevista para Setembro de 2025”, lê-se no comunicado do Ministério da Cultura.
O Ex-Campo de Concentração de Tarrafal, agora transformado num espaço de reflexão e memória, presta homenagem aos antigos presos políticos que por lá passaram, durante a luta contra o regime colonialista português. Da parte de Angola, contam-se dezenas de nacionalistas, entre os quais Luandino Vieira, Mendes de Carvalho, António Cardoso, António Jacinto, Amadeu Amorim, Beto Van-dúnem e Liceu Vieira Dias.