Laurinda Cardoso defende uma maior representatividade feminina na Justiça
A juíza-conselheira presidente do Tribunal Constitucional (TC), Laurinda Cardoso, defendeu, na quarta-feira (12.03), em Luanda, uma maior representatividade feminina na Justiça, para garantir uma representação ainda mais equitativa nos tribunais.
A responsável do órgão supremo da jurisdição constitucional, que discursava na abertura da palestra subordinada ao tema “O Legado das Mulheres no Sistema Jurídico Angolano”, promovida pela Procuradoria-Geral da República, reconheceu que apesar dos progressos nos últimos anos, as mulheres continuam sub-representadas em algumas instâncias judiciais, especialmente no Tribunal Supremo Militar.
“As mulheres magistradas não apenas sustentam os pilares da justiça no país, como também abrem caminhos para futuras gerações, no entanto, é essencial continuar a trabalhar para garantir uma representatividade ainda mais equitativa nos tribunais”, sublinhou.
Numa curta incursão sobre o tema, a magistrada salientou que a participação da mulher no sector jurídico angolano não é apenas uma conquista recente, mas sim um reflexo da resiliência histórica das mulheres, que desempenharam papéis fundamentais, desde a luta pela independência, até à construção do Estado Democrático e de Direito.